É sempre um motivo de alegria a chegada de um cachorro ao lar. Há no entanto alguns aspectos que devem ser levados em conta, nomeadamente qual a raça do cachorro em causa: se é compatível com o espaço disponível que existe em casa, se conhece bem as características da raça em causa, se o criador tem um bom conhecimento da raça e em que condições e de que forma são criados os seus cães.
Depois de ponderar todas as situações acima descritas, devemos ter um local onde o novo cachorro possa ficar, ou seja um espaço onde o cão se sinta confortável, que será o novo “quarto” do cão. Este local vai ser muito útil no futuro para ajudar o cachorro na sua higiene e educação, melhorando o relacionamento com os seus donos.
Caso o novo espaço do cachorro seja o mesmo que o do seu proprietário, este deve recebê-lo numa altura em que possa dedicar-lhe o maior tempo possível para que haja uma maior aproximação entre ambos. Desta forma, o seu novo dono deverá conhecer algo mais sobre a personalidade da sua mascote.
Durante o tempo em que estão juntos - família inclusivé - devem ser criados momentos de calma com o cachorro, como por exemplo quando estão no sofá devem ensinar o cachorro a sentar e ficar quieto, recompensando com uma apetitosa guloseima. Esta atitude deve ser repetida por vários elementos da família e sempre em diferentes locais da casa.
Uma altura de importância fundamental para o cachorro é o da refeição, em que o seu proprietário a deve proporcionar de forma a que seja a melhor coisa do mundo para o seu amigo. Da seguinte forma, o alimento deve ser ingerido na presença do dono; caso o cachorro não o faça, o alimento deve ser retirado e dado na refeição seguinte, de modo a que o cachorro perceba que tem um tempo limite para comer a sua refeição. Este ritual é de vital importância para iniciar um vínculo entre Dono e Cão.
Um dos problemas típicos que afecta a boa comunicação entre um cachorro e o seu dono é a falta de definição de espaços que são permitidos, e os que não são. Estas regras devem ser implementadas o mais cedo possível, utilizando um pouco de obediência para o cachorro ficar quieto e não entrar nos locais que lhe estão vedados.
Caso este procedimento não surta efeito, podemos utilizar a técnica do “time out”, ou seja sempre que o nosso cachorro infringir as regras de espaço que lhe são impostas, este deve ser colocado longe da companhia do seu dono e respectiva família. Normalmente utiliza-se caixa de transporte ou locais destinados a albergar o cachorro. É extremamente importante que de seguida se provoque novamente a mesma situação, para que o cachorro possa ter a noção da consequência dos seus actos.
Outro momento de grande importância para o cachorro é o seu passeio, que deve ser sempre efectuado com trela (podemos habituar a nossa mascota a trela dentro de casa).
Quando for retirada a trela ao cachorro numa zona onde haja segurança, o dono nunca deve abrandar o passo, certificando-se que o cão o segue. Se por acaso tiver necessidade de parar, deve chamar o cachorro para junto de si e colocar-lhe novamente a trela para evitar que ele comece a explorar o território, não dando atenção ao dono. Se esta regra for cumprida, vai proporcionar um cão adulto sempre com atenção ao dono e com grande facilidade de acatar as ordens de chamamento.
Outro aspecto a que os donos devem estar atentos, são as reacções do cachorrinho aos estímulos do meio exterior. Se por acaso achar que são anómalas, deve evitar confrontar ao início o cachorrinho com as mesmas, pois estas provocam-lhe uma reacção desagradável, devendo o estimulo ser introduzido gradualmente para que seja uma coisa natural para o cachorro. Caso este problema não desapareça deve dirigir-se a uma escola de treino.
Por último e para que as energias do cachorro sejam “queimadas”, devemos proporcionar uma interacção de grande qualidade nos mais variados locais, normalmente através de brincadeiras ou jogos com o próprio dono.
Para concluir, é necessário ter em atenção algumas regras que acima foram descritas sempre que coabitarmos ou tivermos sob a nossa responsabilidade a educação de um cachorro.
Só desta forma poderemos desfrutar ao máximo de todas as alegrias que um cão bebé nos proporciona.
A dirofilariose é uma doença potencialmente muito grave, provocada por um parasita denominado Dirofilaria immitis. O cão é o único mamífero infectado normalmente por este parasita, constituindo, igualmente, o único reservatório significativo da infecção. No entanto, nas regiões em que esta doença é enzoótica nos cães, diversos outros mamíferos podem ser infectados, incluindo gatos domésticos, felinos selvagens, raposas, lobos, coiotes, furões, cavalos e, muito raramente, humanos. No caso dos humanos, a infecção por este parasita normalmente não tem nenhuma consequência podendo, apenas nalguns casos raros, dar alguma sintomatologia do foro respiratório.